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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quantas versões da bíblia você tem?


Amados irmãos,
Difícil dizer o quanto esse vídeo me tocou. Ao assistir esse vídeo hoje pela manhã fui muito edificado e impactado pelo testemunho da igreja em Kymial. Valorizamos nós as tantas versões, paráfrases e interpretações, sem contar as traduções parciais, que temos na língua portuguesa? Percebemos o quão valoroso é o acesso que temos à Palavra escrita? Podemos à qualquer ora por qualquer preço (desde R$1,00, se não menos) comprar quantas bíblias quisermos e recebermos em casa ou buscarmos na loja, nada nos impede.


A intenção deste post não é incentivar vocês a comprarem mais e mais bíblias, não é movimentar comercialmente, a ideia é que tenhamos compromisso com A Palavra de Deus e com o Deus da Palavra, como diz o amado pastor Ciro Zibordi.
Amados, possamos nós aprender com esses irmãos a valorizar o preço que muitos mártires pagaram para que a Palavra escrita fosse guardada durante esses 20 séculos da História da Igreja, ou melhor, desde antes de Cristo pelos escribas e doutores da Lei.
O conteúdo da Bíblia é tanto extensivo como inclusivo; os dois aspectos principais desse conteúdo são verdade e vida. A verdade nos traz a revelação e o conhecimento de todas as realidades no universo, tais como a realidade de Deus, a realidade do homem, a realidade do universo, a realidade das coisas da era atual, da era vindoura e da era eterna e, em particular, a realidade do Cristo designado por Deus e da igreja escolhida por Ele. Vida é Deus vindo a nós a fim de ser nossa vida para que obtenhamos a regeneração, o crescimento, a transformação e a conformação à imagem de Cristo, que expressa Deus, para que nos tornemos a expressão de Deus.

Vivemos uma realidade onde pouco valorizamos a bíblia por sempre te-la conosco mas esse povo ao saber que receberiam bíblias traduzidas para sua língua fizeram uma grande festa. Existem lugares onde traduzir bíblias para a lingua de origem do povo é uma missão quase impossível mas Deus tem agido e operado maravilhas, veja esse vídeo e compartilhe com seus amigos e contatos. Essa missão é quase impossível, mas juntos nós podemos.
Convém lembrar que, se você recebe as postagens por email, deve acessar o blog para poder assistir o vídeo, clique aqui

Tradução feita pela missionaria Rosa Kidd que levou 15 anos aprendendo a língua. A tradução foi concluída em março de 2010. Kimyal se encontra em Korupun, no oeste de Papua, a tribo tem mais ou menos 4 mil habitantes onde 98%(3.920 pessoas) falam apenas a língua nativa de Kimyal.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quem conhece ama

“Lembrai-vos dos encarcerados como se preso com eles;
dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito,
vós mesmos em pessoa fosseis os maltratados” (Hb 13.3).

Pink Floyd foi um grupo que fez muito sucesso nos anos
80. Seu líder, Roger Waters sempre foi conhecido pelo seu
temperamento forte e por suas “loucuras”. O filme “The Wall”,
produzido por ele é cheio de imagens psicodélicas, angustiantes,
e claramente rodado sob pesadas drogas alucinógenas. Até
agora, era essa a imagem que eu tinha dele. Porém, nesses
dias vim a conhecer um pouco de sua história. Nasceu na
Inglaterra em meio à 2ª Guerra Mundial, filho de um soldado
que não o viu nascer, enquanto servia na Itália junto ao exército
inglês. Para escapar dos bombardeios alemães sobre Londres,
sua mãe enviou o filho para um lugar seguro no interior onde
permaneceu com outras crianças até o final da guerra.

Alguns anos depois, quando fogos e festas anunciavam
o fim dos combates, os pais foram buscar seus filhos naquele
lugar. Aquele garoto viu seus amigos um a um serem levados,
menos ele. Seu pai não veio, e pela primeira vez teve a clara
consciência de que perdera o pai sem nunca tê-lo conhecido.
Sentiu-se abandonado e sozinho, e esse passou a ser um
tema obsessivo em suas canções. Waters tem passado a vida
procurando o pai ausente num mundo frio e inóspito.

Essa leitura que fiz me aproximou dele, mesmo sem
conhecê-lo. Quando nos aproximamos das pessoas, de seus
dramas e de suas histórias, nossa visão muda. Identificamos-
nos com elas. Descobrimos nelas companheiros de viagem.
Descobrimos também que se trata de garotos e garotas
assustados como nós, buscando um sentido no mundo,
convivendo com a nostalgia de um Pai ausente.

Há alguns dias recebi um telefonema do hospital onde
prestamos capelania. Queriam minha presença urgente
para falar com um paciente que estava muito revoltado e
descontrolado. Corri para lá, e quando entrei no quarto percebi
alguém de maquiagem forte e unhas pintadas. Era um travesti.
Apresentei-me, estendi-lhe a mão, perguntei seu nome, e disse
que estava ali para ouvi-lo e ajudá-lo. Após uma hora inteira de
conversa ele havia se acalmado e eu já conhecia um pouco da
vida do Edson (nome fictício), de sua família, seus temores e
sonhos, seu desvio da fé, as portas que lhe foram fechadas... já
não via mais alguém travestido do sexo oposto, porém um ser
humano digno, embora fragilizado, alguém como qualquer outro
buscando encontrar o centro do seu ser.

Quando nos aproximamos do outro em amor, desaparece
o que nos causava espanto, raiva, ódio, perplexidade, para dar
lugar à pessoa. Não é justamente isso que Jesus fez em todo o
seu ministério? Ao jovem rico que só pensava em sua fortuna,
Jesus “fitando-o, o amou” (Mc 10.21). Diante do Mestre já não
era mais uma “samaritana”, nem uma “mulher” junto ao poço,
mas uma pessoa que ele conhecia sua história e, a despeito de
seus erros, a amou.

Vivemos num mundo cercado de muros que nós mesmos
construímos. Jesus Cristo veio para quebrar as paredes
de separação para nos aproximar uns dos outros. Cristãos
deveriam também parar de erigir muros para construir pontes.
O Evangelho nos desafia: se amais os seus pares, seus
familiares, os que lhe são agradáveis, que recompensas tendes?
Aliás, não precisa ser cristão para amar os seus iguais.

Permanecer junto a quem nos é igual e fechar-se num
grupo, num partido – seja religioso, político ou étnico, é o
caminho mais fácil para desenvolver na alma um sentimento
de oposição, de medo, e é o estopim para um mecanismo de

defesa chamado “projeção”, que nada mais é que jogar sobre
o outro todas as mazelas indesejadas ou rejeitadas – mas não
admitidas – que estão presentes em nós.

Palestinos e judeus que vivem separados por um muro,
odeiam-se mutuamente. Árabes e judeus vivendo em Jerusalém
ou qualquer outra cidade do mundo, quando se conhecem,
vivem amistosamente sem animosidades.

A intolerância diante do pecador é uma das posturas mais
inadequadas que um cristão pode ter. Igreja que não ama
ao pecador abandonou sua principal missão. Não se trata de
condescender com o erro ou pecado, mas de colocar-se ao lado
e dizer: “sei como você se sente, porque conheço também meus
pecados e é justamente por causa deles que estou aqui; por
isso estarei ao seu lado se precisar de mim”.

–“Mas pastor, Jesus disse à pecadora para ela ir e não
pecar mais”. É verdade, só que isso é interpretado de duas
formas: para “nós” é um tratamento a longo prazo, onde Deus
vai nos tratando e curando ao longo da vida. Para o “outro” é
exigido que ele obedeça imediatamente, mesmo quando ele não
tem forças para isso.

Aproximar-se
das
pessoas,
ouvir
suas
histórias,
desenvolver empatia por elas, e colocar-se em humildade nas
mesma condições, permite que olhemos o mundo com os seus
olhos. Esta é a postura que Deus espera de nós! “Lembrai-vos
dos encarcerados como se preso com eles; dos que sofrem
maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa
fosseis os maltratados” (Hb 13.3).

Talvez nosso maior desafio seja o de conhecer o outro.
Enquanto são desconhecidos, eles nos assustam e são alvo de
nosso julgamento. Somos capazes de amar somente quando o
distante se faz próximo.

Olhei ao longe e vi um animal caído na estrada. Cheguei
mais perto e vi que era um ser humano. Abaixei-me e reconheci
o meu irmão.

Daniel Rocha, pastor
dadaro@uol.com.br

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Toda a história da vida esmagada em 4 minutos

Olá amados irmãos, ví esse vídeo postado no site Preciosa Semente e resolvi postar aqui no blog com a transcrição para facilitar a compreensão, já que o irmão fala em uma linguagem peculiar e muito rápido.

(bom lembrar que, se você recebe essas postagens por email precisa acessar o blog (siga o link riquezasdecristo-danielfreire.blogspot.com) para ver o vídeo, provavelmente ele não aparecerá em em seu email, assim como não apareceu o vídeo "Evangelho segundo o Twiter")

VOCÊ TEM 4 MINUTINHOS DE ATENÇÃO?

4 MINUTOS PODEM SER DECISIVOS PARA SUA ETERNIDADE...



A idéia é um acróstico com a palavra Gospel (evangelho em inglês, embora no Brasil a palavra tenha uma conotação diferente e até pejorativa por muitos, estou falando da palavra "gospel" e não "evangelho", em países de fala inglesa significa apenas evangelho, uma referência à Boa Nova de Cristo)

GOSPEL (Evangelho)
GOD (Deus)
OUR (Nossos)
SINS (Pecados)
PAYING (Pagamento)
EVERYONE (Todos)
LIFE (Vida)
God.Our. Sins. Paying. Everyone. Life.
Deus. Nossos. Pecados. Pagamento. Todos. Vida.
É toda a história da vida esmagada em quatro minutos.
A totalidade da humanidade na palma de sua mão. Esmagada em uma frase.
Ouça, é intenso, certo?

Deus. Nossos. Pecados. Pagamento. Todos. Vida.
A maior história já contada e que quase nunca é contada.

Deus.
Sim, Deus.
O Criador e Doador da vida, em com “vida” quero dizer “toda e qualquer forma de substância”.
Visível e invisível, que pode e não pode ser tocada.
Pensamentos, imagens, emoções; Amor, átomos e oceanos.
DEUS.
Tudo isso obra de Suas mãos, dentre elas Sua obra prima.
Feita de forma tão única que os anjos olharam curiosamente.
A única coisa na criação que foi feita à Sua imagem.
Um conceito tão frio, razão que me deixa atrevido:
Que Deus soprou no homem e ele se tornou uma alma viva.
Formada com a intenção de ser infinitamente, intimamente apaixonado.
Criador e criação mantida num laço eterno.
E foi colocado no paraíso perfeito até algo dar errado.
As espécies foram enganadas e começaram a cobiçar Seu trabalho. Uma lista ímpar de reclamações, como se o sistema não estivesse funcionando.
E usaram esse mesmo fôlego, que Ele graciosamente nos deu, para amaldiçoá-Lo.
E as sementes do pecado se espalharam pelo genoma de nossas almas.
E pela natureza de sua natureza, sua espécie, você participou da revolta.

NOSSOS.
Sim, NOSSOS pecados.
É de natureza hereditária.
Escureceu o coração humano. Acabamos antes de começar.
Enganados desde o primeiro dia e levados por nossa própria concupiscência.
Não há uma religião no mundo que não concorde que há algo de errado conosco.
A questão é:
O que? E como consertamos isso?
Estamos eternamente separados de um Deus que pode ou não ter existido?
Mas esse é outro assunto.
Além disso, tentar provar a Deus é como defender um leão.
Irmão, ele não precisa de sua ajuda.
Apenas destranque a jaula.
Vamos falar sobre como nossa dívida pode ser paga.
Curto e doce:
O problema é...

PECADO.
Sim, PECADO.
É um câncer, uma asma, sugando o vigor da nossa vida, forçando a separação de um Deus Perfeito e Santo.
E a única maneira de voltar é voltar à perfeição. Quão ingênuo...
Tentarmos passar o curso da vida, sem cumprir o roteiro.
Assim somos nós:
Amontoe suas boas obras;
Cante, ore, medite.
Mas tudo isso, é claro, é borrifar perfume em um cadáver.

[nota: o que ele está dizendo aqui é que nossas boas obras não são capazes de dar vida ao nosso espírito, nossos atos de justiça são como trapos de imundícia (Is 64.6)]

Ou optar por ignorá-lo, como se algo não fedesse.
É como pisar em coco de cachorro e recusar-se a limpar seu sapato.

[já aqui ele remete ao fato de que algumas pessoas simplesmente não querem ver que há algo errado, de que estão sob a justiça de Deus, de que estão em pecados, acha que "colocando na prateleira (ignorando) resolverão o problema do pecado, no entanto Jesus se manifestou para tirar os pecados. Esta libertação só não acontece quando: 1- tentamos ignorar o pecado 2 - Tentamos justificar a nós mesmos 3 - Tentamos esconder o pecado 4 - tentamos transferir a culpa.]


Mas tudo isso termina com: “Quanta bondade é bom o suficiente?”
Pegue sua lista boba de boas ações e compare com a perfeição. Boa sorte!
Isso está muito acima do seu nível salarial.
O custo de sua alma?
Você não tem grana suficiente no seu cofrinho.
Mas você poderia tentar!
Mas sugiro que jogue fora a lista.
Porque mesmo os seus bons atos são uma extensão do seu egoísmo.
Mas é aí que fica interessante.
Espero que você esteja ouvindo atentamente.
Por favor, não entenda mal. É isso que faz a nossa fé única.
Aqui está o que Deus chama de a “Parte A” do Evangelho:
Você não pode consertar a si mesmo. Pare de tentar. É impossível.
O pecado traz a morte.
Devolva a Deus Seu fôlego. Você O deve!
Eternamente separados! E a única maneira de corrigi-lo é alguém morrer em seu lugar.
E esse alguém tem que ser perfeito ou o pagamento não será permanente.
Então, se e quanto você encontrar  uma pessoa perfeita, pegue essa pessoa para trocar literalmente a perfeição dela pelo seu pecado e morte.
Claramente, uma vez que o único que pode satisfazer os critérios de Deus é Deus, Deus enviou a si mesmo, Jesus, para pagar o preço por nós.
Sua Justiça, Sua morte, funcionaram como...

PAGAMENTO.
Sim, PAGAMENTO.
Escreveu um cheque com Sua vida.
Mas na Ressurreição, todos aplaudimos, porque isso significa que o CHEQUE FOI COMPENSADO!
Pés atravessados, mãos furadas, o Filho do Homem manchado de sangue.
Plenitude, perdão, a passagem livre para a Terra Prometida.
Do mesmo fôlego que Deus soprou em nós, Deus abriu mão para nos redimir.
E qualquer um, e todos.
E com “todos” quero dizer...




TODOS.
Que colocaram sua fé e confiança nEle, e somente nEle, pode estar em plena confiança do perdão de Deus.
E essa é a promessa:
Que você tem acesso total garantido para voltar à unidade perfeita.
Simplesmente por crer em Cristo, e somente em Cristo, você está recebendo VIDA.
Sim,

VIDA.
Este é o Evangelho:
DEUS. NOSSOS. PECADOS. PAGAMENTO. TODOS.     VIDA.
God.   Our.        Sins.         Paying.         Everyone. Life.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A História do Amor de Deus

A História do Amor de Deus
1. A criação do mundo
“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1).
Deus criou o mundo e tudo o que existe: o céu, a terra, o mar, as plantas, os animais... Criou também o homem e a mulher, que viviam bem com Ele e eram muito felizes.
2. O pecado
“Deus perguntou: Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?” (Gênesis 3.11, NVI).
Mas o Diabo, por meio da serpente, tentou Eva. Então ela e Adão desobedeceram a Deus. Desobediência é pecado. Por isso, eles foram expulsos do Paraíso e ficaram longe de Deus.
3. A vinda de Jesus
“Deus enviou seu Filho” (Gálatas 4.4).
Por amar todas as pessoas, Deus enviou Seu Filho Jesus, para elas voltarem a viver bem com Ele. Jesus nasceu em Belém. José e Maria cuidaram do menino até que Ele crescesse.
4. A morte de Jesus
“Cristo morreu pelos nossos pecados” (1 Coríntios 15.3).
A Bíblia ensina que todos têm de ser castigados por sua desobediência a Deus. Esse castigo é a morte eterna no inferno. Jesus sofreu o castigo por nós. Ele deu Sua vida na cruz para pagar pelos pecados de todo o mundo.
5. A ressurreição de Jesus
“Ele não está aqui; ressuscitou” (Mateus 28.6).
Mas, depois de sepultado, Ele ressuscitou! Jesus não continuou morto – Ele voltou a viver. Que grande alegria e esperança! Temos um Senhor vivo que quer nos perdoar e salvar do castigo.
6. E agora?
Convide Jesus a entrar em seu coração. Ele vai limpar sua vida e cuidar de você. Peça para Jesus ser seu Salvador e um dia você estará no céu com Cristo, para sempre!
Jesus quer ser seu maior Amigo. Leia a Bíblia para aprender mais sobre Ele. Fale com Jesus em oração – você pode conversar com Ele sobre tudo que quiser.

(desenhos: © Dirceu Veiga – texto: Ione Haake - http://www.ajesus.com.br)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Onde Moras?

Entrando na intimidade com Cristo




ONDE MORAS?
Entrando na intimidade com Cristo


[Jo 1:29-42]


     João, o Batista, vê Jesus e começa a dar testemunho dEle dizendo:
     __ Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
     No entanto, nada especial parece acontecer.
     No dia seguinte, João vê outra vez a Jesus, e volta a dizer:
     __ Eis o Cordeiro de Deus.
     Desta vez, porém, dois de seus discípulos o ouvem e seguem a Jesus.
     Por certo João fica olhando para eles, sem nada dizer ou fazer para detê-los. João sabe que tem que perder para que Jesus ganhe. Ou, como diz o evangelho, tem que diminuir para que cristo cresça (Jo 3:30). Sua missão como precursor é pregar o Cristo, fazer com que todos O vejam e O sigam.
     Entretanto, Jesus se dá conta de que os dois estão seguindo-O. Então se volta para eles e lhes pergunta:
     __ Que buscais?
     É uma pergunta muito interessante. E direta. Sim, porque o seguiam?

QUE BUSCAIS?

     Pelo menos mais duas ocasiões, Jesus Confrontou às pessoas com as verdadeiras motivações que tinham ao seguir-lhe. Em ambas as ocasiões Ele foi direto e severo. Como se não lhe interessasse que o seguissem.
     Na primeira o Senhor explana sobre as altas demandas, ou o alto preço, do discipulado:
     __ Se alguém vem a mim e não aborrece seu pai e mãe e mulher e filhos e irmãos e irmãs e até mesmo sua própria vida, não pode ser meu discípulo... Qualquer de vocês que não renuncia a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo. (Lc 14:25,26)
     Isto significa, nada menos, que aborrecer a todos e renunciar a tudo. Esta palavra não era muito popular, nem pretendia agradar as pessoas.
     Na segunda ocasião, o Senhor mostra o quão mesquinho era o coração dos que o seguiam. Logo depois de multiplicar os pães e os peixes, o povo pretendia coroá-lo rei; mas como o importunassem, o buscassem e seguissem, inclusive até além do mar. Ao encontrar-lhe, lhe perguntam:
     __ Rabí. Quando chegaste aqui?
     O Senhor, que conhecia perfeitamente os que o buscava, lhes diz:
     __ Com certeza sei que não me buscam porque viram os sinais (de que Ele era o Messias), mas porque comestes dos pães e encontraram algo com que saciar. (Jo 6:25,26)
     Estas motivações, assim como as perguntas das pessoas e as respostas do Senhor, são muito recorrentes e continuam acontecendo até o dia de hoje.
     Muitos se aproximam do Senhor somente para ser saciados, ou curados, ou protegidos (como se Ele fosse um talismã). Somente para Isso. Mas o Senhor, que não pode ser enganado e que, como diz em João 2:25, conhece tudo o que há no homem, nos confronta com esse assunto diretamente.

ONDE MORAS?

     Os discípulos de João tiveram, porém, uma motivação bem distinta.
     __ Mestre, Onde moras? - perguntaram.
     __ Venham e verão - respondeu-lhes o Senhor.
     O Senhor não repele aqueles "intrusos" (porque realmente era uma pergunta bem indiscreta), mas os convida para a casa onde morava. Ele não os havia chamado, mas tampouco os rejeita. Em João 6.37 Ele diz: "O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora."
     No entanto, em um de seus discursos, o Senhor também lhes diria:
     __ Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi a vos. (Jo 15:16)
     Como se cumpriu isso na vida dos discípulos? Ele os escolheu ou foram eles que se ofereceram?
     Não foram eles que se ofereceram. O Senhor chamou-os, o que acontece é que o Senhor os chamou de uma maneira diferente. O Senhor lhes inquietou o coração e os atraiu até a Sí, de modo que O seguiram. Quem poderia segui-Lo se Ele não chamar?
     Eles foram, viram onde Ele morava e ficaram com Ele aquele dia. No ato de segui-lo eles mostraram interesse por Sua pessoa, diferente das multidões, eles não queriam obter algo de Jesus, antes queriam conhecê-lO. o que lhes interessavam e atraíam era o próprio Jesus.
     O que viram esses nEle? Seguramente em Sua casa não havia nada que pudesse chamar especialmente a atenção. Pelo menos nada que aos homens chame a atenção, entretanto eles devem ter visto algo EM Jesus, porque na manhã seguinte um deles, André, encontrou-se com Simão, seu irmão, e lhe disse:
     __ Encontramos o Messias.
     Pedro deve ter ficado muitíssimo surpreendido com essa declaração. Porque dizer isso a um judeu, por mais ignorante que fosse, era dar-lhe a notícia mais espetacular que ele poderia ouvir em toda sua vida. Ficando o ouvinte extremamente feliz ou escandalizado, a notícia era espetacular. Afinal o povo judeu esperou (e alguns esperam ainda) por dezenas de séculos pela chegada do Messias.
     Imaginem o entusiasmo de André. O que teria visto ele naquela noite? Que coisas ouviu dos lábios de Jesus? Que estranho fulgor viu em seu olhar? O que sentiu ele no tom de Suas palavras? O que queimou no profundo de sua alma? Que coisas tão grandes ele viu e ouviu - podemos imaginar - para que saísse falando daquela maneira?
     André nem esperou que seu irmão se refizesse do espanto por tão grave declaração, mas o levou imediatamente até Jesus.
     Com certeza Pedro olhou Jesus "de alto a baixo", ouviu suas palavras atentamente, guardando cada uma delas, com a atitude receosa de muitos do povo, desconfiando de tudo e de todos.
     Mas Pedro também ficou com Ele. Para sempre.

É UMA HONRA SER CONVIDADO

     O Senhor Jesus veio para salvar todos os homens, mas também veio para fazer discípulos. Ele não tem tanto prazer naqueles que o buscam para serem curados (embora igualmente os atenda, porque é misericordioso e compassivo), mas tem maior prazer nos que vêm perguntando-lhe onde mora.
     Era isso que Ele desejava naquele tempo e deseja a mesma coisa ainda hoje. Ele deseja que procuremos onde Ele mora e que fiquemos com Ele para sempre. Portanto, o desejo Senhor é que, quando nós fizermos discípulos, o confrontemos com a mesma pergunta que ele fez àqueles discípulos de João: "O que buscais?".
     As multidões ainda seguem a Jesus, nos dias de hoje, pelos mesmos motivos de antigamente. Talvez tenham mudado as nuances e a roupagem das reais motivações, mas no fundo ainda são as mesmas. E ainda hoje os verdadeiros discípulos de Jesus continuam com a mesma motivação daqueles dois discípulos, à margem das multidões. Esse grupo de discípulos constitui-se de um círculo íntimo que se interessa em conhecer, contemplar e seguir a Jesus de perto.
     Não podemos nos contentar meramente em fazer parte da "cristandade", muitos que se dizem cristãos têm sido tão interesseiros e vaidosos (quantas vezes não fomos nós mesmos esses, ou ainda somos?). Essa "cristandade" professa o Nome de Jesus porque faz parte de um status social, porque ele funciona como um ente aglutinador e como mero sustentáculo de suas tradições. Ela o celebra, está certo, mas celebraria à qualquer outro (nome) que lhe servisse (desse o status, reunisse 'fiéis', sustentasse suas tradições), assim como os hindus celebram o Buda e os mulçumanos a Maomé.
     Por isso precisamos nos apartar dessa maré, para ver onde Ele mora, e ficarmos com Ele.
     Alguns de nós nos achegamos à Ele como estes dois discípulos, ainda que não soubéssemos na verdade quem Ele era; falamos a Ele (às vezes com petulância, outras com temor, mas com sinceridade): Onde você mora? e Ele não nos desprezou. Pelo contrário, nos atraiu, revelando-nos o Seu coração, de modo que foi impossível não amá-lo.
     Talvez Ele te conceda também o privilégio de seguir-lhe. É possível que ele esteja fazendo-se ouvir por você. Se é assim, considere-se um bem-aventurado, e siga-O imediatamente, não pense duas vezes. Que não aconteça que a voz dEle passe de ti e deixes de ouvi-la.
     Seguir a Jesus não depende de que alguém se ofereça, mas que Ele chame. [Jo 15:16] Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. E seu chamado é inconfundível. Pode ser uma voz quase audível ou pode ser uma voz sem palavras, uma inquietação, um desejo. Seja como for, se você tem sentido essa voz, saberás que é Ele. Então tem que segui-lo até a casa onde ele mora, porque é uma honra que Ele te concede.
     Jesus é o Senhor e nós não escolhemos a Ele, mas Ele é quem escolhe a quem vem à sua casa.

DISCÍPULOS, NÃO MEROS SEGUIDORES

     Ser "discípulos" é mais do que "alguém que o segue".
     Em certa ocasião, Pedro disse ao Senhor.
     __ Nós deixamos tudo e O seguimos.
     O Senhor lhe respondeu:
     __ Na verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus que não haja de receber muito mais neste mundo, e na idade vindoura a vida eterna (Lucas 18:29-30)
     Pedro era inconstante, arrogante e ambicioso (afinal, negou ao Senhor), mas ele deixou tudo por Jesus. Sim, foi isso que ele fez. Sendo assim, antes de o julgarmos pelas coisas reprováveis que fez, perguntemos-nos o quanto nós temos deixado pelo Senhor.
     Em um dado momento, em que todos voltavam atrás, o Senhor disse aos seus íntimos:
     __ Vocês também não querem ir?
     __ Senhor, para onde iremos da Tua presença? A quem nós iremos? Só Tu tens palavras de vida eterna. E nós cremos e reconhecemos que Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivente - lhe respondeu então Pedro (Jo 6.68-69).

PÕE TEU NOME

     Dos dois discípulos de João que, naquele dia, seguiram a Jesus, conhecemos apenas o nome de um deles: André. Quem era o outro? Não o sabemos.
     Há ali um discípulo anônimo; há ali uma lacuna que talvez esteja esperando por você. Talvez o texto tenha ficado assim para que coloque ali o TEU nome.



[1º Capítulo do livro "No solo Cristo Murió: Los Amigos Tambien Tienen que Morir" - Eliseo Apablaza Fuentealba / traduzido por Daniel Freire